Alunos usam rede social para relatar abandono de escola de Campinas

Alunos da Escola Estadual Carlos Gomes, no Centro de Campinas (SP), criaram uma página em uma rede social para denunciar as más condições de conservação do prédio de 110 anos tombado pelos conselhos estadual e municipal de Defesa do Patrimônio Cultural e Histórico.

Os alunos publicaram fotografias e vídeos que mostram o abandono do local. Além dos alagamentos, uma sala de aula foi improvisada em parte do refeitório, enquanto materiais como estrados de mandeira e vassouras permaneciam armazenados no local.

Na fachada do prédio, uma placa anuncia a restauração do prédio, com verda de R$ 379,1 mil. No entanto, as janelas permanecem com vidros quebrados, o acabamento das paredes está descascado e não há manutenção no pátio, que está cheio de entulho.

Denúncias
Segundo os estudantes, as salas alagam sempre que chove e há diversos buracos no piso. “A gente tem que usar o guarda chuva para andar nos corredores e passar por alguns andares de cima. molha os livros”, afirma a estudante Yasmin Cristine de Campos.

Uma funcionária que não quis se identificar afirmou que foi feita a reforma no telhado, no entanto, não resolveu o problema dos alagamentos. Além disso, morcegos vivem dentro da escola. “Temos grandes famílias de morcegos, nos corredores e nas salas. Chega o noturno, eles vão procurar as salas que estão acostumados”, afirma.

Obras
O historiador do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc), Henrique Anunziata, afirma que a direção da escola deve entrar em contato com o conselho, após a liberação da verba do estado para que o restauro seja realizado no prédio tombado. Segundo ele, a documentação necessária foi entregue ao Condepac há dois anos.  “A execução, nós acompanhamos. Mas se não começar a obra, não tem como”, afirma.



A Fundação para o Desenvolvimento da Educação na cidade de Campinas, responsável pela estrutura das escolas, afirmou que a obra da cobertura foi concluída, bem como a substituição de calhas e revisão nas instalações elétricas. A fundação informou também que há um projeto de restauro do prédio que pode ser antecipado.

A Diretoria Regional de Ensino afirma que uma equipe irá vistoriar o local nesta terça-feira (2) e enviará o resultado da avaliação para a Fundação para o Desenvolvimento da Educação para que as medidas necessárias sejam tomadas.

Fonte: G1

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