Bairro Barão Geraldo Campinas

A história de Barão Geraldo Campinas contada pelos baronenses fundamenta-se em raízes culturais e ideais de autonomia de imigrantes e migrantes (vênetos, portugueses, libaneses e brasileiros vindos no “mesmo navio” para (ou da) “mesma fazenda” (onde se estabeleceram inicialmente)) da região campineira, no início do século 20, em busca de sua autonomia.

A memória local enfatiza a origem de Barão Geraldo na chegada dessas famílias.

Bairro Barão Geraldo Campinas

No início do século XX, para trabalhar nas fazendas já com projetos de adquirir sua pequena propriedade de terra e, se possível, perto de alguma cidade, onde poderiam viabilizar a vida com sua famílias e talvez mesmo obter algum lucro com a “venda do excedente” na cidade.

Porém foram bem poucos os que conseguiram trazer e guardar algum dinheiro para, a partir dos anos 1920, começarem a comprar lotes da Fazenda Rio das Pedras e instalarem-se em meio às piores condições de vida, caracterizando uma “luta pela autossuficiência” que tais trabalhadores e seus pais buscavam em relação aos grandes fazendeiros de café e cana-de-açúcar.

Segundo o historiador Warney Smith, Barão Geraldo se iniciou na segunda década do século XX, quando diversos imigrantes italianos, portugueses e libaneses compraram do leiteiro italiano Plínio Aveniente pequenos sítios ao redor da “Estação Barão Geraldo” da extinta Estrada de Ferro Funilense e, ali, construíram um bairro rural fundado na policultura e na autossubsistência. Até então, todas as terras vendidas por Plínio pertenciam à Fazenda Rio das Pedras, que, na época, pertencia à empresa “Viúva Barbosa & Filhos”.

A Companhia Carril Agrícola Funilense foi iniciada em 1890 e financiada pelo governo e pelos fazendeiros da Cia. Sul Brasileira para ligar Campinas à Usina Ester e a um núcleo colonial depois denominado “Núcleo Colonial Campos Sales” para agilizar o transporte de cana da Fazenda Funil de José Guatemozin Nogueira e dos cereais produzidos na região. Após longos anos de dificuldade e acertos, a Funilense foi inaugurada em 18 de setembro de 1899 tendo sua estação final na Usina Ester com o nome de “Barão Geraldo de Rezende” (que deu origem ao atual município de Cosmópolis).

Localizado entre duas antigas fazendas de café e cana (Rio das Pedras e Santa Genebra), o bairro rural ficou conhecido como “Barão Geraldo” por ter se centralizado em torno da estação que foi inaugurada em 1908 com esse nome e também de uma capela, de um campo de futebol e de diversas vendas – todos vizinhos à Estação – onde seus moradores, em convivência, iniciaram a construção de uma identidade local. Outra origem de Barão também está na antiga colônia de imigrantes da Fazenda Rio das Pedras, que, por ficar ao lado do antigo “cafezal do Xadrez”, acabou tomando o nome de “Colônia do Xadrez”, onde é hoje a Vila Santa Isabel.

Também foram essenciais, na história local, as mudanças das condições de “parceiros” (meia ou terça) para “sitiantes”, e da “monocultura de café” para a “policultura de hortifrutigrangeiros”. Também existem vários mitos e lendas construídas para ilustrar toda essa transformação que passaram, sendo a mais famosa o mito do “boi-falô”, que, nos anos 1960, foi usado para criar uma imagem de especificidade local, quando Barão Geraldo passou a se autorreconhecer como “A Terra do Boi-Falô”.

As primeiras vendas foram dos imigrantes Plinio Aveniente, José Martins, do libaneses Antônio Seraphin, Gebrael Mokarzel, Ferrúcio Carrara e de Manoel Antunes Novo. Ao lado das vendas ficava o campo de futebol e a casa do chefe da estação construída por volta de 1920. Um dos primeiros chefes de estação, Benedito Alves Aranha também construiu uma loja em que abrigou a Escola Mista de Barão Geraldo, onde sua esposa Alzira Aguiar de Oliveira continuou o ensino das primeiras letras aos filhos dos sitiantes, que começara na Fazenda Santa Genebra 1923.

Em 6 de agosto de 1935, vários moradores liderados por Hélio Leonardi conseguiram puxar uma primeira “ponta” de energia elétrica vinda da Fazenda Anhumas, a contragosto de alguns imigrantes que não queriam pagar pelo “progresso”. Mas com a instalação da fazenda de cana e destilaria da Rhodia na antiga Fazenda São Francisco a luta dos “baronenses” pelo “progresso” começou a crescer. Com a industrialização e crescimento das cidades, surgiram os primeiros loteamento de sítios de Agostinho Pattaro, Modesto Fernandes e Luis Vicentin em 1943/1947, e o casamento entre os moradores antigos, lavradores, e os novos, de vocação urbano-industrial começaram a transformar o bairro rural em cidade.



Vários moradores formaram, então, uma Comissão Representativa de Cidadãos, liderada por Hélio Leonardi, que conseguiu a instalação da iluminação pública em 1949, iniciou o loteamento de seus sítios, buscou a implantação de indústrias, lutou pela elevação do bairro rural a distrito, pela doação de terras para implantação da Universidade de Campinas (hoje Unicamp) e, posteriormente, continuou a luta pela emancipação em relação a Campinas, que até hoje continua.

Graças ao trabalho dessa comissão formada por Hélio Leonardi, Guido Camargo Penteado Sobrinho, Edgar Prado, Joaquim Prado, Salomão Mussi e Nicolau Pacci, em 30 de setembro de 1953 o governador Lucas Nogueira Garcez assinou o decreto-lei 2 456, que elevava Barão Geraldo à categoria de distrito no último dia de seu mandato, desmembrando do então distrito de Paulínia.

Segundo os baronenses, só em 1958 acontece o primeiro asfaltamento da antiga “Estrada dos Fazendeiros” que ligava Campinas tanto a Barão Geraldo como às terras ao norte. Atualmente, essa ligação passou a ser feita pela Rodovia Professor Zeferino Vaz (anteriormente denominada rodovia General Milton Tavares de Souza, oficialmenteSP-332), e a continuação da Estrada dos Fazendeiros passou a se chamar Estrada da Rhodia, atualmente avenida Albino Jose Barbosa de Oliveira. Também em 26 de setembro de 1958, foi inaugurado o primeiro grupo escolar, que recebeu o nome de Agostinho Páttaro, que doou o terreno, e que depois passou a se chamar Barão Geraldo de Resende, o que causou grande revolta local.

Barão Geraldo Campinas CEP

Bairro predominantemente comercial com 20,56% de seus endereços comerciais.

Principais ruas do Bairro Barão Geraldo

  • CEP 13084-008
    Avenida Albino José Barbosa de Oliveira – até 1649/1650
  • CEP 13084-095
    Rua Agostinho Pattaro
  • CEP 13084-012
    Avenida Santa Isabel – até 998/999
  • CEP 13084-215
    Rua Francisco de Barros Filho
  • CEP 13084-105
    Rua Horácio Leonardi
  • CEP 13084-060
    Rua Ângelo Vicentim
  • CEP 13084-110
    Rua Jerônimo Pattaro
  • CEP 13084-050
    Rua Vitorino Ferrari
  • CEP 13084-070
    Rua Jean Nassif Mokarzel
  • CEP 13084-020
    Rua Lucinda de Carvalho Marques

Outras ruas

  • Praça Professora Ottília Seixas
  • Rua José de Matos Felipe
  • Rua Luís Vicentim Sobrinho
  • Rua Manoel Antunes Novo
  • Rua José Pelatti
  • Praça Durval Pátaro
  • Rua Silvino Fernandes
  • Rua Júlia Leite de Barros
  • Rua Carlos Martins
  • Rua Carolina Pasquini Antonioli
  • Rua Pascoal Picelli
  • Rua Manoel de Sousa Filho
  • Rua Tereza Zogbi Geraij Mokarzel
  • Rua Virgínia Pátaro Adami
  • Rua Alcides de Barros

Barão Geraldo Campinas Bares

Conheça alguns bares em Barão Geraldo.

  • Estação Barão
  • Bar Lado B
  • Echos Studio Bar
  • Ponto 1
  • Bar Ão Bar

Barão Geraldo Campinas Restaurantes

Os melhores restaurantes em Barão Geraldo.

  • Restaurante Lótus
  • Empório do Nono
  • Salsa con Ají
  • Raízes Zen
  • Casa da Moqueca

Barão Geraldo Campinas Fotos

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Mapa Bairro Barão Geraldo Campinas

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